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segunda, 19 março 2018 10:07

A vingança da Mãe Natureza

Tentar melhorar o nosso ambiente de vida será lutar um combate sem tréguas visto que todos os anos são acrescentados 70 milhões de pessoas à população mundial. Outrora, o rei mitológico Sísifo pensou que a sua esperteza podia superar a de Zeus. O castigo pela sua crença presunçosa é bem conhecido. Atualmente, muitas pessoas consideram ter chegado ao mesmo nível dos deuses antigos.

Mas como vai a Mãe Natureza reagir? Com os seus talentos, dons e, especialmente, a sua tecnologia, muitos mortais consideram que conseguem resolver todos os problemas ambientais no final, de acordo com o mito moderno. Outros simplesmente negam esses problemas. Até à data, já ninguém acredita em Zeus e não sua mão punitiva. No entanto, não devemos subestimar a vingança da Mãe Natureza por este comportamento arrogante do homem no papel adotado de um novo Sísifo.

Parece que é incapaz de se controlar. O Sr. Ganancioso quer sempre mais. Mais crescimento, bem-estar e riqueza, comida mais saudável, medicamentos melhores, alojamento melhor, viagens maiores, etc. Mas se o homem não se consegue controlar, terá ele direito a vergar a natureza selvagem, o seu ambiente, se não mesmo toda a terra à sua vontade por puro interesse próprio? Felizmente, há grupos ambientais para salvar o planeta. Eles temem que esteja iminente uma degradação total do planeta e até mesmo a extinção da humanidade. Por outro lado, para a flora e a fauna, o desaparecimento do homem seria uma bênção.

As cimeiras ambientais continuam a invocar ações que os governos adotam ou não. Houve muitas cimeiras desta natureza, tendo a última decorrido em Paris. Mas todos os delegados continuam a debater os assuntos errados. Estamos perante o facto de que haverá sete e, no futuro próximo, até mesmo onze mil milhões de possíveis proprietários de veículos no mundo. Uma parte substancial deste excesso de população de quatro mil milhões de pessoas irá exacerbar os problemas atuais de poluição e migração. Enquanto as cimeiras ambientais continuarem a ignorar o facto de que a população mundial aumenta cerca de 70 milhões de pessoas todos os anos — ou seja, 190 000 por dia —, estaremos a lutar um combate sem tréguas com todas as medidas de proteção ambiental. À primeira vista, estas medidas podem deixar uma boa impressão, mas todas as pessoas que fizerem o esforço de pensar um bocadinho mais vão compreender que devem ser consideradas como meras fachadas e não como um tratamento de sintomas. Sabemos que todas estas novas pessoas vão lutar por um modo de vida ocidental. Como a maioria das pessoas necessitadas vivem no terceiro mundo, o excesso de população parece ser um problema típico desta parte do planeta. Mas um habitante do terceiro mundo consome apenas uma fração dos recursos e dos alimentos de um habitante bem alimentado e rico do mundo ocidental. O último é um poluidor maior que um grupo de dez pobres na Ásia ou África.

A revolução do proletariado do mundo já começou. Conseguimos ver a ponta do icebergue. Podia deixar-nos em pânico. Com um bocadinho de esforço, poderíamos determinar onde e quando o icebergue flutuante vai atacar o navio do mundo ocidental. Alguns países acham que podem ignorar o icebergue. Outros países pensam em rebentá-lo ou bloqueá-lo. Há uma forte convicção de que o progresso tecnológico vai fornecer instrumentos eficazes para resolver todos os nossos problemas. Somos criados com base no princípio do crescimento. Portanto, qualquer proibição temporária ou parcial de procriação ou a promoção do decrescimento não é música para os nossos ouvidos. Essas medidas poriam em causa a nossa liberdade fundamental. Contudo, enquanto a nossa liberdade de escolha for condicionada por limites de crescimento e bem-estar, estamos a afastar-nos de uma liberdade de escolha real. Continuamos a imaginar soluções falsas tranquilizadoras. Até as sustentamos com documentários impressionantes e altamente recompensados. Mas nada merecerá a qualificação "sustentável" enquanto o excesso de população não for a nossa maior prioridade. Se continuarmos a improvisar, podemos estar tão certos como da morte que a Mãe Natureza vai dar o veredito final.

Paul Gerbrands, historiador e presidente da Fundação Clube dos Dez Milhões, Países Baixos

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